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Peso na consciência.
Tranquila com a silhueta fina que vem me acompanhando a gravidez inteira, enfiei o pé nos doces nas últimas 3 semanas. Resultado? Uma barriga gigante, quilos a menos pra mim e outros a mais pra piolha. São 9,5kg adquiridos por mim em 37 semanas e 3,3kg por Helô, no mesmo período. Gorda, ela não está. Mas libriana boa que sou, não dou margem para o azar. De modos que os doces estão devidamente cortados até ela nascer. E tenho dito.
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Heloísa, mexe a cadeira.
Helô está virada no mexe-mexe. Um bom sinal, segundo minha medica, porque significa que sua circulação sanguínea está nos trinques. Até a última ultra, que foi há 3 semanas, ela estava sentadinha, com o traseiro embaixo e a cabecinha, junto com braços e pernas, devidamente instalada entre as minhas costelas. Pior pra mim, que sofro queimações e dores fortes devido ao seu sacolejo constante. Pior também porque, se ela continuar sentada, adeus parto normal. Sendo assim, apesar de ser uma entusiasta das dores do parto e uma frouxa quando se trata de ir pra faca, estou me preparando para todas as possibilidades. O importante é fazer o que for melhor pra ela, porque eu deixei de pensar na primeira pessoa faz tempo.
E, observando essas mexidas deliciosas, apesar de algumas vezes doloridas, percebi que a pequena já tem uns hábitos bem estabelecidos. Pela manhã, quando eu acordo, ela dá uns pulinhos de bom dia. Depois do café, talvez por conta da ingestão de leite e iogurte, ela mexe bastante. O mesmo acontece depois do almoço, o que deve ser sua disputa de espaço com o feijão e a carne. A partir daí, até umas onze da noite, as mexidas ficam mais fortes, chegando, por vezes, a me dar sustos. Principalmente quando eu chego do trabalho e deito no sofá tentando descansar da agitação do dia. Na madrugada, ela não me dá trabalho algum, muito pelo contrario. Basta eu deitar na cama para ela entrar em sono profundo. Se ela mexe, o que deve ser bem suave, já que meu sono sempre foi muito leve, eu não sinto. E isso tem feito com que eu durma melhor hoje do que antes mesmo de engravidar.
O mais legal de tudo aconteceu essa semana. Fui mostrar a Serginho um volume diferenciado na altura da minha costela direita. Serginho, pai amoroso como tem se mostrado desde o início da gravidez, deu um beijo daqueles estalados bem neste local. Neste exato momento, ela pulou forte, fazendo sacudir a barriga inteira. Achamos engraçado e ele repetiu o beijo umas dez vezes, todas seguidas de uma agitação surpreendentemente visível. Chegamos a conclusão que aquele volume era a sua cabeça e que, provavelmente, ela pulava de incômodo pelo barulho do beijo no pé do ouvido.
Se a reação de Helô teve um fator auditivo, massa, porque já sabemos que ela escuta muito bem, obrigada. Se foi afetivo, eu tô lascada. É sinal que o grude com o pai vai ser daqueles e a mamãe aqui vai ficar pra segundo plano. Como acontece, aliás, com toda mãe de menina.
E, observando essas mexidas deliciosas, apesar de algumas vezes doloridas, percebi que a pequena já tem uns hábitos bem estabelecidos. Pela manhã, quando eu acordo, ela dá uns pulinhos de bom dia. Depois do café, talvez por conta da ingestão de leite e iogurte, ela mexe bastante. O mesmo acontece depois do almoço, o que deve ser sua disputa de espaço com o feijão e a carne. A partir daí, até umas onze da noite, as mexidas ficam mais fortes, chegando, por vezes, a me dar sustos. Principalmente quando eu chego do trabalho e deito no sofá tentando descansar da agitação do dia. Na madrugada, ela não me dá trabalho algum, muito pelo contrario. Basta eu deitar na cama para ela entrar em sono profundo. Se ela mexe, o que deve ser bem suave, já que meu sono sempre foi muito leve, eu não sinto. E isso tem feito com que eu durma melhor hoje do que antes mesmo de engravidar.
O mais legal de tudo aconteceu essa semana. Fui mostrar a Serginho um volume diferenciado na altura da minha costela direita. Serginho, pai amoroso como tem se mostrado desde o início da gravidez, deu um beijo daqueles estalados bem neste local. Neste exato momento, ela pulou forte, fazendo sacudir a barriga inteira. Achamos engraçado e ele repetiu o beijo umas dez vezes, todas seguidas de uma agitação surpreendentemente visível. Chegamos a conclusão que aquele volume era a sua cabeça e que, provavelmente, ela pulava de incômodo pelo barulho do beijo no pé do ouvido.
Se a reação de Helô teve um fator auditivo, massa, porque já sabemos que ela escuta muito bem, obrigada. Se foi afetivo, eu tô lascada. É sinal que o grude com o pai vai ser daqueles e a mamãe aqui vai ficar pra segundo plano. Como acontece, aliás, com toda mãe de menina.
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Nossa pretty thing.
Olha só a sugestão de fanstasia que tio Leo Domingues mandou pro carnaval de 2012 da nossa piolha:

Alguém tem alguma dúvida que eu vou colocar em prática? =~

Alguém tem alguma dúvida que eu vou colocar em prática? =~
Para ele.
Todo meu amor e a tranquilidade da escolha certa há quase 6 anos.
Minhas noites de farra, meus melhores brindes e minha patola do guaiamum.
As lembranças mais felizes e um painel de sorrisos na parede.
Meus beijos de boa noite e meus suspiros de bom dia.
Minha torcida mais ferrenha, mesmo não sendo tricolor.
Os meus olhos e meus pensamentos onde quer que eu esteja.
O gene da minha filha, que se puxar a ele vai ser a menina mais linda, doce e humana que já existiu.
Os meus planos para o presente e, mais ainda, para o futuro.
Cada cantinho de uma casa que foi feita pensando em dois e, a partir de abril, em três.
Minha amizade e parceria em todos os momentos, principalmente naqueles que parecem não precisar.
Meu colo, meu cafuné, carinho nas costas e uma Coca-cola com gelo nos dias de ressaca.
Todas as ligações com um "eu te amo" no final.
As palavras de carinho e o diálogo, sempre tão presentes desde o começo.
Meu ombro, para levar o violão e encostar a cabeça nos momentos de incerteza.
Minha admiração pelo profissional talentoso, dedicado e apaixonado pelo que faz.
A última cerveja da noite, quase sempre bebida com o nascer do dia.
Uma poltrona confortável, ao lado da minha, para ver nossos netos brincarem enquanto ele toca Beach Boys no violão.
Parabéns, meu amor. Minha vida não valeria esses 35 anos sem você.
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No começo, o meu palpite era menino.
Que bom que eu errei.
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Água que grávida não bebe.

É isso aí. Já são quatro meses sem minha gelada querida. Só nos meus 20 anos, quando matei meu pai de desgosto por conta de uma ressaca sem precedentes, passei tanto tempo sem beber. Hoje, sempre que a gente sai é a mesma coisa: eu tento agir normalmente mas, invariavelmente, me pego tirando os olhos do meu copo por segundos na esperança da água de côco virar cerveja quando eu voltar a olhar.
Tenho amigas do estandarte da cachaça que dizem não terem sentido falta de cerveja durante a gravidez. Queria eu chegar nesse nível elevado de espiritualidade, mas meu corpinho, antes de 58 quilos, ainda está apegado a desejos materiais.
Daí, confesso que sair à noite é, muitas vezes, um saco. A farra até começa bem, com todos dividindo o mesmo degrau na relação álcool x conversa, mas no decorrer das horas, quando você vê que dois ou três copos já são seis ou sete, a minha chatice sem a maquiagem da cerveja se faz presente e já não vejo mais graça nos comentários empolgados ou nas risadas sem motivo. Não vou nem entrar no quesito dos sabores, porque nada nessa vida é mais prazeroso que um gole de cerveja bem gelada depois de uma semana de trabalho estressante.
Ah, filhota querida, o que mamãe não faz por você.
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É ela.

Vem aí a nossa princesa, com mãos de pianista e alma de moleque. Que vai gostar de livros e de ir para o Arrudão com o papai. Que vai conhecer o mundo com uma mochila nas costas e sempre voltar com um "eu te amo" cada vez que a saudade de casa apertar. Que, assim como o pai, vai ser a menina mais doce que existe, e como a mãe, nunca vai tirar o all star do pé. Que vai achar uma vida pouco tempo para tudo que ela vai querer fazer. E que, nem chegou, já é o nosso amor, de tão querida e festejada nessa casa.
Você já estava prometida pra gente, pequenina. Há 4 anos.
Seja bem vinda, Heloisa Lisboa Kyrillos.
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Tentando não estressar.

Respira, baby, que vida de mãe publicitária não é moleza. Mas eu prometo que vou fazer de tudo para filtrar os problemas, ok?
O que tem de errado comigo?
Eu não sentia nada. Todo mundo me abraçando, dando os parabéns, dizendo que esse era o momento mais importante das nossas vidas e eu, nada. Serginho estava que não conseguia segurar o sorriso, soltando confetes e declarações de amor para todos os lados. E-eu-minha-senhora? Nada. Que péssima mãe eu vou ser. Meu filho não vai gostar de mim. Todo um sortilégio de pensamentos negativos passaram pela minha cabeça: contas para pagar, diminuição temporária das farras e mudança no ritmo de trabalho. Justo eu, que sempre fui tão sentimento. No que a vida me transformou, Genésio?
Eis que, deitada na sala do médico, no meio da primeira ultrassonografia, a mágica acontece. Nem foi preciso ligar o som do aparelho para que aquele pequeno coraçãozinho palpitante, na sua imensa fragilidade, me segurasse pelo pescoço e me mostrasse a verdade do universo. Eu chorei que nem criança, sem saber se ria ou se soluçava, tentando prender a lágrima durante a bronca do pai. Na verdade era um choro diferente. Um choro de alivio, de desabafo, como se, naquele momento, eu estivesse me livrando de todos os pesos da vida. “Ah, Juliana. Se você já está chorando assim, eu nem vou colocar o coração pra você escutar”. Felicidade pura.

Percebi que eu não virei mãe no dia da fecundação. Nem no dia que fiz o teste. Eu virei mãe no dia em que vi meu filho pela primeira vez. Quando eu e o pai dissemos a ele que tudo ia ficar bem. E ele respondeu da maneira mais poética e verdadeira: com o coração. A partir daí, eu comecei a sentir tudo que estava escondido por baixo do carpete da minha racionalidade. Amor, paixão, maternidade, sentimento de família, encantamento e, claro, muito enjôo. Mas aí, é assunto para outro post.
Eis que, deitada na sala do médico, no meio da primeira ultrassonografia, a mágica acontece. Nem foi preciso ligar o som do aparelho para que aquele pequeno coraçãozinho palpitante, na sua imensa fragilidade, me segurasse pelo pescoço e me mostrasse a verdade do universo. Eu chorei que nem criança, sem saber se ria ou se soluçava, tentando prender a lágrima durante a bronca do pai. Na verdade era um choro diferente. Um choro de alivio, de desabafo, como se, naquele momento, eu estivesse me livrando de todos os pesos da vida. “Ah, Juliana. Se você já está chorando assim, eu nem vou colocar o coração pra você escutar”. Felicidade pura.

Percebi que eu não virei mãe no dia da fecundação. Nem no dia que fiz o teste. Eu virei mãe no dia em que vi meu filho pela primeira vez. Quando eu e o pai dissemos a ele que tudo ia ficar bem. E ele respondeu da maneira mais poética e verdadeira: com o coração. A partir daí, eu comecei a sentir tudo que estava escondido por baixo do carpete da minha racionalidade. Amor, paixão, maternidade, sentimento de família, encantamento e, claro, muito enjôo. Mas aí, é assunto para outro post.
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Segura a minha mão e pula.
Medo. Nervoso. Choro. Incertezas. Foi assim que começou o meu dia 8 de agosto. Serginho, que passou o domingo trabalhando, ficou encarregado de trazer da farmácia o assustador teste de gravidez. Até ele chegar em casa eu só enxergava em slow motion e as pessoas, reais e da TV, parecia falar uma língua que não era a minha.
Aí você pode me perguntar: como assim um casal que está há tanto tempo junto, que tem sua própria casa e uma certa estabilidade financeira pode estar tão assustado? Bem, primeiro porque, como uma digna libriana que precisa ter sempre o controle da sua vida e que passa manteiga dos dois lados do pão para ter certeza que vai torrar, eu estava me planejando para 2012. Isso. Com tudo sob controle e dívidas quitadas, seria o momento ideal, além de achar 36 anos uma idade linda e altamente cabalística.
Mas, assim como a mãe, esse baby já chegou mostrando que não gosta de receber ordens e veio na hora que queria. O pai, de quem eu espero que herde, além dos olhinhos apertados, o sorriso doce e a eterna fé nas pessoas, chegou em casa, me entregou o teste e vibrou, com toda alegria que é só dele, as duas listrinhas gritando no pedaço de papel. Enquanto eu chorava de susto e nervoso, ele me levantou e me abraçou tão forte que eu pude sentir seu coração quase que varando a caixa do peito para encontrar o meu. E foi esse sentimento que me acalmou e me fez enxergar o presente que tínhamos ganho da vida. Serginho em especial, porque foi nesse exato momento, cheio de sentimentos misturados, que comemoramos o nosso primeiro dia dos pais.

Foto linda de Tony Takai, retirada do blog de Dani Arrais.
Aí você pode me perguntar: como assim um casal que está há tanto tempo junto, que tem sua própria casa e uma certa estabilidade financeira pode estar tão assustado? Bem, primeiro porque, como uma digna libriana que precisa ter sempre o controle da sua vida e que passa manteiga dos dois lados do pão para ter certeza que vai torrar, eu estava me planejando para 2012. Isso. Com tudo sob controle e dívidas quitadas, seria o momento ideal, além de achar 36 anos uma idade linda e altamente cabalística.
Mas, assim como a mãe, esse baby já chegou mostrando que não gosta de receber ordens e veio na hora que queria. O pai, de quem eu espero que herde, além dos olhinhos apertados, o sorriso doce e a eterna fé nas pessoas, chegou em casa, me entregou o teste e vibrou, com toda alegria que é só dele, as duas listrinhas gritando no pedaço de papel. Enquanto eu chorava de susto e nervoso, ele me levantou e me abraçou tão forte que eu pude sentir seu coração quase que varando a caixa do peito para encontrar o meu. E foi esse sentimento que me acalmou e me fez enxergar o presente que tínhamos ganho da vida. Serginho em especial, porque foi nesse exato momento, cheio de sentimentos misturados, que comemoramos o nosso primeiro dia dos pais.

Foto linda de Tony Takai, retirada do blog de Dani Arrais.
Once upon a time.
Agora que os enjôos passaram e que, igualmente, meu mau humor e a completa indisposição para andar mais que meio metro se foram, encontrei energias para começar a escrever este blog, especialmente dedicado aos meus amigos distantes, que sempre pedem notícias, e também aos próximos que, por culpa da minha absoluta falta de tempo, não estão muito atualizados. Então, aqui vai.
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