Eu e Helô estivemos ausentes por esses dias, mas o motivo foi nobre: tirei 20 dias de férias para botar ordem no quartinho dela. Fora o berço, a banheira e alguns brinquedos, ela não tinha nada, de modos que corria um sério risco da nossa pequena dormir no colchão das visitas. Agora, com algumas coisas prontas e outras encaminhadas, me dá mais tranquilidade em saber que ela não vai ter o mesmo fim dos meus amigos emanguaçados em noite de farra. A lista, próxima do interminável, ficou assim:
- Roupinhas: devidamente lavadas, passadas e ensacadas.
- Armário e módulo: sendo reformados pelo marceneiro, devem chegar semana que vem.
- Colchão do berço: comprado.
- Enxovais do berço: encomendandos, chegam até o dia 20.
- Quarto: pintado pelo pai, tio e algumas garrafas de Heineken.
- Brinquedos: lavados e ensacados.
- Bolsa de maternidade da baby: providenciada.
- Bolsa de materdade da mãe: idem.
- Camisolas e cintas: idem, idem.
- Som do quarto: comprado.
- Saquinhos de maternidade: ok.
- Bacias, baldes, varal e pregadores exclusivos: comprados.
- Móbile de berço: providenciado.
- Carrinho e bebê conforto: em andamento.
- Aparelho para tirar leite (odeio chamar de ordenha): providenciado.
- Roupinhas pra maternidade: metade ok, metade vamos herdar da tia.
Ainda falta cuidar de outros itens:
- Babá eletrônica: chega no final de março.
- Ar-condicionado: vamos comprar este mês.
- Sofá-cama para a babá: idem.
- Luminária: idem.
- Decoração da parede: falta enviar para o fornecedor.
- Fotos do bucho: vamos tirar antes do carnaval.
- Álbum da gravidez: falta imprimir as fotos.
- Chá de fraldas: do zero.
- Lençóis, toalhas e fraldas: em andamento.
- Cds com músicas para a baby: falta gravar.
- Kit bumbum: vamos ganhar da tia.
- Kit banho/troca (shampoo, sabonete, termômetro, escova, pomada, lenços umedecidos, algodão): esperando a lista da amiga Eudália.
- Cadeira de amamentação: minha irmã vai emprestar.
O resto, a gente vai providenciando de acordo com a necessidade. Ou com a disponibilidade financeira, o que é mais complicado.
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Let's dance.
Ou a baby gosta muito de música ou detesta. Digo isso por três episódios em épocas diferentes que desaguaram no mesmo sintoma: enjoo.
Primeiro foi no Coquetel, durante o show do Dinossaur Jr. Eu estava com dois meses e parará. Para quem foi é fácil lembrar da muralha de aplificadores que ficava na retaguarda das guitarras e da raquetada no pé do ouvido quando começou a primeira música. O show terminou com a mãe ligeiramente surda e a barriga latejando. Coincidência ou não, fui da platéia direto para o banheiro com vontade de vomitar.
O segundo episódio foi sábado passado, no Acre. Rolou uma festinha-inferninho, que eu adoro, com set list de Haymone, Cecília e Tarta, que eu adoro. No começo estava tudo lindo, ao ponto de eu arriscar uma latinha inocente de Skol para dar um brilho a mais na alegria da moçada. Eis que o lugar encheu ao ponto de eu não conseguir mais respirar e nem ficar em pé sem que uma gota de suor não escorresse pela minha coxa. A barriga pulou, ficou rígida e levemente dolorida. Desci para levar um ventinho na Aurora com a esperança de poder voltar. Ali mesmo, com David Bowie saindo pela janela, sentada em um romântico banquinho de madeira às margens do Capibaribe, eu coloquei para fora todo o jantar do aniversário da minha sogra.
O terceiro momento foi em casa. Sempre que posso, coloco fones de ouvido na barriga pra Helô ir se familiarizando com o gosto musical dos pais. Na manhã desta terça, acompanhada de uma tigela de sucrilhos com iogurte, sentei confortavelmente no meu sofá e coloquei Harrison pra embalar minha filhota. All Things Must Pass, pessoal. Aquela coisa, né? Felicidade, hare-hare, gospel, amor, poesia e tudo mais. Depois de umas dez músicas, a barriga deu um salto, endureceu e o café da manhã, que mal tinha entrado, já estava pedindo pra sair.

Então, filha, é bom que tudo isso seja porque você gosta das músicas que papai e mamãe curtem e o sacolejado seja você dançando na placenta. Porque, se for pra ouvir pagode, forró eletrônico, sertanejo ou tecnobrega (nem venham, que brega cabeça é ruim do mesmo jeito), vou te mandar pro convento.
A foto é da já recorrente neste sítio Elle Moss.
Primeiro foi no Coquetel, durante o show do Dinossaur Jr. Eu estava com dois meses e parará. Para quem foi é fácil lembrar da muralha de aplificadores que ficava na retaguarda das guitarras e da raquetada no pé do ouvido quando começou a primeira música. O show terminou com a mãe ligeiramente surda e a barriga latejando. Coincidência ou não, fui da platéia direto para o banheiro com vontade de vomitar.
O segundo episódio foi sábado passado, no Acre. Rolou uma festinha-inferninho, que eu adoro, com set list de Haymone, Cecília e Tarta, que eu adoro. No começo estava tudo lindo, ao ponto de eu arriscar uma latinha inocente de Skol para dar um brilho a mais na alegria da moçada. Eis que o lugar encheu ao ponto de eu não conseguir mais respirar e nem ficar em pé sem que uma gota de suor não escorresse pela minha coxa. A barriga pulou, ficou rígida e levemente dolorida. Desci para levar um ventinho na Aurora com a esperança de poder voltar. Ali mesmo, com David Bowie saindo pela janela, sentada em um romântico banquinho de madeira às margens do Capibaribe, eu coloquei para fora todo o jantar do aniversário da minha sogra.
O terceiro momento foi em casa. Sempre que posso, coloco fones de ouvido na barriga pra Helô ir se familiarizando com o gosto musical dos pais. Na manhã desta terça, acompanhada de uma tigela de sucrilhos com iogurte, sentei confortavelmente no meu sofá e coloquei Harrison pra embalar minha filhota. All Things Must Pass, pessoal. Aquela coisa, né? Felicidade, hare-hare, gospel, amor, poesia e tudo mais. Depois de umas dez músicas, a barriga deu um salto, endureceu e o café da manhã, que mal tinha entrado, já estava pedindo pra sair.

Então, filha, é bom que tudo isso seja porque você gosta das músicas que papai e mamãe curtem e o sacolejado seja você dançando na placenta. Porque, se for pra ouvir pagode, forró eletrônico, sertanejo ou tecnobrega (nem venham, que brega cabeça é ruim do mesmo jeito), vou te mandar pro convento.
A foto é da já recorrente neste sítio Elle Moss.
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Béubéu.
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Ontem, Helô recebeu a primeira visita de sua futura amiguinha de farras, de play ground, de aulas de natação, de jogos do santinha e, se tudo der certo, de sala de aula. Anabel levou o seu sorriso calmo e sereno, característico dos pais, além heranças valiosas do seu armário.
Como eu e Seginho somos tios meio fajutas, não registramos o momento, mas estou postando uma foto da pequena, roubada, descaradamente, do blog da mãe.
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Juliana, Sergio, baby e o mundo maravilhoso das contas.
Em que estágio da gravidez é normal começar a comprar coisinhas? Porque eu não comprei uma meia sequer. Não que eu não queira, mas é que não tem sobrado um certo para tal no final do mês. Fora que, como ainda não sabemos se o quarto vai estar mais para lilás (rosa, nunca) ou para azul, estamos estrategicamente adiando o endividamento.
Dos parentes, herdamos alguns dos itens mais onerosos da interminável lista infantil: berço, armário, banheira, carrinho, bebê conforto, alguns brinquedos, bolsa de maternidade e cadeira de amamentação. Só lembrando que, como só nasce macho nessa cidade, e isso inclui os netos da minha família e da família de Serginho, a maior parte dos objetos está na paleta dos azuis, então vamos torcer por um menino ou por uma menina de muita personalidade. Já dos amigos, ganhamos algumas roupinhas de recém-nascido muito lindas, incluindo dois conjuntinhos do glorioso tricolor pernambucano que o pai exibe com muito orgulho.
Mas o volumoso, o numérico, o cifroso da lista ainda está por vir. Não me olhe assim, eu juro que sou uma mãe legal. Mas é que o apartamento foi gerado antes do baby, então suas dívidas precisam ser prioridade para que se abra caminho para as seguintes. Prometo que até janeiro a gente compra, aos pouquinhos, aqueles itens pequeninos de moder, de chupar, de sacudir, de agarrar, de vestir, de dormir e de num-sei-quê-mais-lá.
Já a decoração do quarto, essa só fica para janeiro, quando eu vou tirar férias e ter uns dias de folga para dar dedicação exclusiva. Oxalá que o(a) baby não decida nascer nesse tempo, porque aí eu vou ter que dormir no colchonete das visitas.

A ilustração é desse rapaz sem talento aqui.
Dos parentes, herdamos alguns dos itens mais onerosos da interminável lista infantil: berço, armário, banheira, carrinho, bebê conforto, alguns brinquedos, bolsa de maternidade e cadeira de amamentação. Só lembrando que, como só nasce macho nessa cidade, e isso inclui os netos da minha família e da família de Serginho, a maior parte dos objetos está na paleta dos azuis, então vamos torcer por um menino ou por uma menina de muita personalidade. Já dos amigos, ganhamos algumas roupinhas de recém-nascido muito lindas, incluindo dois conjuntinhos do glorioso tricolor pernambucano que o pai exibe com muito orgulho.
Mas o volumoso, o numérico, o cifroso da lista ainda está por vir. Não me olhe assim, eu juro que sou uma mãe legal. Mas é que o apartamento foi gerado antes do baby, então suas dívidas precisam ser prioridade para que se abra caminho para as seguintes. Prometo que até janeiro a gente compra, aos pouquinhos, aqueles itens pequeninos de moder, de chupar, de sacudir, de agarrar, de vestir, de dormir e de num-sei-quê-mais-lá.
Já a decoração do quarto, essa só fica para janeiro, quando eu vou tirar férias e ter uns dias de folga para dar dedicação exclusiva. Oxalá que o(a) baby não decida nascer nesse tempo, porque aí eu vou ter que dormir no colchonete das visitas.

A ilustração é desse rapaz sem talento aqui.
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