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Tem pra tudo que é gosto.
Heloísa.
Idioma de origem: francês, grego.
Significado: do grego helios (sol).
Curiosidades: Heloísa (1101-1162) ficou conhecida por seu amor pelo filósofo Pedro Abelardo, seu professor. O relacionamento ficou registrado em pungentes cartas de amor, mas Heloísa terminou a vida solitária, num convento.
Idioma de origem: germânica.
Significado: guerreira famosa.
Idioma de origem: francês, grego.
Significado: do grego helios (sol).
Curiosidades: Heloísa (1101-1162) ficou conhecida por seu amor pelo filósofo Pedro Abelardo, seu professor. O relacionamento ficou registrado em pungentes cartas de amor, mas Heloísa terminou a vida solitária, num convento.
Idioma de origem: germânica.
Significado: guerreira famosa.
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Nossa pretty thing.
Olha só a sugestão de fanstasia que tio Leo Domingues mandou pro carnaval de 2012 da nossa piolha:

Alguém tem alguma dúvida que eu vou colocar em prática? =~

Alguém tem alguma dúvida que eu vou colocar em prática? =~
Dica para as grávidas.
Normalmente, as obstetras não pedem um exame simples, mas muito importante durante a gestação. É o que detecta a presença de estreptococos do grupo B no corpo da mãe. Essa bactéria faz parte da flora do sistema reprodutor feninimo e pode passar a vida inteira sem se manifestar, mas em alguns casos ela dá as caras. E é aí que está o perigo.
Ela pode estimular o rompimento da bolsa a partir dos 7 meses e, sendo assim, entra em contato com o bebê através da placenta podendo provocar infecções perigosas, inclusive pneumonia e meningite, além de sérios problemas cardíacos.
A maioria dos médicos espera chegar nas 37 semanas para averiguar o fato ou fazem esse exame no momento do parto para que seja colocado um remédio no soro com o objetivo de neutralizar a bicha ou optar por uma cesária (que não permite o contato do feto com a bactéaria).
A minha médica, que é uma anja e entusiasta do parto normal, opta por fazer o primeiro exame quando a mãe está na semana 26. Melhor, porque pode-se tratar com antecedência. Então, colega, se você, assim como eu, estiver prenha, exija esse exame da sua obstetra. E tente manter a tranquilidade e a fé. Sempre.
Ela pode estimular o rompimento da bolsa a partir dos 7 meses e, sendo assim, entra em contato com o bebê através da placenta podendo provocar infecções perigosas, inclusive pneumonia e meningite, além de sérios problemas cardíacos.
A maioria dos médicos espera chegar nas 37 semanas para averiguar o fato ou fazem esse exame no momento do parto para que seja colocado um remédio no soro com o objetivo de neutralizar a bicha ou optar por uma cesária (que não permite o contato do feto com a bactéaria).
A minha médica, que é uma anja e entusiasta do parto normal, opta por fazer o primeiro exame quando a mãe está na semana 26. Melhor, porque pode-se tratar com antecedência. Então, colega, se você, assim como eu, estiver prenha, exija esse exame da sua obstetra. E tente manter a tranquilidade e a fé. Sempre.
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Alguém me amordace, por favor.
Que eu tô com uma vontade louca de comer doce.
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Rituais de uma grávida.
Manhã:
- Passar óleo de amêndoas na barriga, cintura, quadris e seios.
- Após o banho, untar o corpo com hidratante normal e a região entre os seios e o quadril com Mater Skin, que é caro pra cacete.
- Como não pretendo competir com Helô no quesito quem chora mais, passar um creme supermegapower nos seios para enrijecer a pele e minimizar os efeitos desastrosos da futura amamentação.
- Antes de trocar de roupa, colocar aquela delícia que atende pelo nome de meias Kendall.
- Colocar uma calça de gestante que não aperte muito a cintura nem o baixo ventre e tentar se convencer que seu marido vai continuar te achando sexy.
- Passar protetor solar para evitar as famosas manchas nas maçãs do rosto.
- Priorizar o consumo de leites, sucrilhos, iogurte, frutas e pão integral.
- Levar uma fruta ou uma barrinha de cereais para o trabalho.
Tarde:
- Independente do cardápio, não deixar de consumir feijão, carne, verduras e legumes.
- Suco só de frutas e com adoçante (apenas Stévea ou Linea).
- Fruta, de preferência, cítrica pra facilitar a ingestão do ferro.
- Antes de sair para o trabalho, reaplicar o protetor solar.
- Levar uma barrinha de cereais e um biscoito integral para o lanche.
- Lembrar de tomar o ácido fólico (para quem já esquecia de tomar a pílula, heim?).
Noite:
- Priorizar o consumo de raízes, que são carboidratos compostos.
- Consumir proteínas (leite, queijo, ovos).
- Consumir torradas integrais e frutas no lanche.
- Repetir os rituais do banho matinal.
- Colocar um top resistente porque, sabe como é, amizade, a lei da gravidade é bem cruel depois da gravidez.
- Assistir programas leves, já que ninguém quer um filho psicopata por aí.
- Colocar um travesseiro embaixo dos pés para ajudar a nossa amiga circulação a não criar patas de elefante.
- Deitar, sempre, do lado esquerdo pelos mesmos motivos do item anterior.
Sempre:
- Carregar, para todos os lados, um copo ou uma garrafinha de água, que além de minimizar os efeitos dos inchaços e das estrias, é muito saudável para o bebê.
- Fazer, pelo menos, 10 xixis por dia.
- Tomar banho de sol na varanda de casa também vale para deixar a pele do seio mais grossa, mas se o maridão não curtir a ideia de ver sua mulher virar índia, uma boa luminária 5 minutos em cada peito também rola.
- Sempre que estiver deitada, levantar de lado e nunca de frente, para não forçar o baixo ventre.
- Evitar, a todo custo, gorduras, frituras, conservas e doces (diabetes gestacional não é brincadeira não, minha gente).
- Não dar atenção a sua mãe quando ela disser "gravidez não é doença". Lembre-se que na época dela, mulheres engravidavam com 20 anos e não na casa dos 30, e você, com essa idade, apesar das belezas da fase, não é mais uma menina cheia de energia. Então, fuja dos trabalhos pesados e dos esforços. Coloque o orgulho de lado e use o maridão sem parcimônia.
- A partir do terceiro trimestre, ande sempre com um pouquinho de sal, que sua pressão tende a cair nesta fase.
Ufa.
Isso é apenas uma amostra dos cuidados que uma mulher da categoria das prenhas deve ter. Apesar disso tudo, eu juro que é uma delícia. Tenha fé, colega.
- Passar óleo de amêndoas na barriga, cintura, quadris e seios.
- Após o banho, untar o corpo com hidratante normal e a região entre os seios e o quadril com Mater Skin, que é caro pra cacete.
- Como não pretendo competir com Helô no quesito quem chora mais, passar um creme supermegapower nos seios para enrijecer a pele e minimizar os efeitos desastrosos da futura amamentação.
- Antes de trocar de roupa, colocar aquela delícia que atende pelo nome de meias Kendall.
- Colocar uma calça de gestante que não aperte muito a cintura nem o baixo ventre e tentar se convencer que seu marido vai continuar te achando sexy.
- Passar protetor solar para evitar as famosas manchas nas maçãs do rosto.
- Priorizar o consumo de leites, sucrilhos, iogurte, frutas e pão integral.
- Levar uma fruta ou uma barrinha de cereais para o trabalho.
Tarde:
- Independente do cardápio, não deixar de consumir feijão, carne, verduras e legumes.
- Suco só de frutas e com adoçante (apenas Stévea ou Linea).
- Fruta, de preferência, cítrica pra facilitar a ingestão do ferro.
- Antes de sair para o trabalho, reaplicar o protetor solar.
- Levar uma barrinha de cereais e um biscoito integral para o lanche.
- Lembrar de tomar o ácido fólico (para quem já esquecia de tomar a pílula, heim?).
Noite:
- Priorizar o consumo de raízes, que são carboidratos compostos.
- Consumir proteínas (leite, queijo, ovos).
- Consumir torradas integrais e frutas no lanche.
- Repetir os rituais do banho matinal.
- Colocar um top resistente porque, sabe como é, amizade, a lei da gravidade é bem cruel depois da gravidez.
- Assistir programas leves, já que ninguém quer um filho psicopata por aí.
- Colocar um travesseiro embaixo dos pés para ajudar a nossa amiga circulação a não criar patas de elefante.
- Deitar, sempre, do lado esquerdo pelos mesmos motivos do item anterior.
Sempre:
- Carregar, para todos os lados, um copo ou uma garrafinha de água, que além de minimizar os efeitos dos inchaços e das estrias, é muito saudável para o bebê.
- Fazer, pelo menos, 10 xixis por dia.
- Tomar banho de sol na varanda de casa também vale para deixar a pele do seio mais grossa, mas se o maridão não curtir a ideia de ver sua mulher virar índia, uma boa luminária 5 minutos em cada peito também rola.
- Sempre que estiver deitada, levantar de lado e nunca de frente, para não forçar o baixo ventre.
- Evitar, a todo custo, gorduras, frituras, conservas e doces (diabetes gestacional não é brincadeira não, minha gente).
- Não dar atenção a sua mãe quando ela disser "gravidez não é doença". Lembre-se que na época dela, mulheres engravidavam com 20 anos e não na casa dos 30, e você, com essa idade, apesar das belezas da fase, não é mais uma menina cheia de energia. Então, fuja dos trabalhos pesados e dos esforços. Coloque o orgulho de lado e use o maridão sem parcimônia.
- A partir do terceiro trimestre, ande sempre com um pouquinho de sal, que sua pressão tende a cair nesta fase.
Ufa.
Isso é apenas uma amostra dos cuidados que uma mulher da categoria das prenhas deve ter. Apesar disso tudo, eu juro que é uma delícia. Tenha fé, colega.
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Dica de um site para grávidas.
"Para não ficar com os pés inchados, coloque uma meia-calça com alguma compressão antes mesmo de sair da cama de manhã para prevenir que o sangue se acumule ao redor dos tornozelos." Certo, minha tia. E ninguém toma banho depois que acorda não, é?
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Minha gente.
O que eu faço com essa sede toda que não páro de sentir? Jesus-Maria-José!
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Boca de lata.
Se alguém souber aqui alguma dica para suavizar o efeito metal que fica no gosto da saliva, eu agradeço muitíssimo. Porque não tem água de côco e maçã que dê conta, meu senhor.
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Susto.
Ó, só para deixar claro, já já eu entro na parte boa da gravidez, eu prometo. Mas antes dos enjôos entrarem em ação, outra coisa tirou o meu sono: escapes, talvez provocados por algum esforço físico. Para quem não sabe, escapes são pequenos sangramentos que às vezes rolam durante a gravidez e que não necessariamente são sintomas de processo abortivo. É que, durante a fixação do saco gestacional, alguns vasos sanguíneos podem se romper liberando pequenas quantidades de sangue. Não é muito não. Pouquinho mesmo e de cor escura, como no começo ou no final da menstruação. Até aí, tudo bem. O detalhe é que eu não sabia disso e, depois do ocorrido, tudo que acontecia da cintura para baixo era tragédia.
Liguei para a minha obstetra que, por ser objetiva demais e que por isso mesmo virou ex, me disse à queima-roupa: isso pode ser um princípio de aborto. Choro eu de um lado, chora Serginho do outro. Nem o telefonema para Ivana, a progesterona receitada pela médica (até então desnecessária, porque a minha estava bem alta devido ao meu constante consumo de soja) ou as palavras doces dos meus amigos de trabalho conseguiram por de volta o meu pensamento nos eixos.
Isso é castigo (maldito colégio de freiras), Deus não gostou de eu ter me apavorado quando soube da gravidez (maldito colégio de freiras), agora que eu estou feliz e tranqüila vão me tirar meu filho por falta de merecimento (maldito colégio de freiras).

Dois meses de desespero e tensão depois, percebo que o baby nem chegou e já está me ensinando um bocado de coisas. A principal delas está no universo da auto-suficiência: não gosto de incomodar, não gosto de pedir ajuda, não gosto de dever favores, não gosto de me sentir dependente. Eu sou assim. Ou, pelo menos, era. Porque desde que engravidei descobri que as conjugações na primeira pessoa vão para o saco e que fazer tudo em nome da bandeira gravidez-não-é-doença é teimosia, para não dizer ignorância. Que eu, depois de grávida, não posso continuar agindo como se nada tivesse acontecido, dando conta, integralmente, de tudo que cai no meu colo e que esse orgulho todo não vai me levar a lugar nenhum. A não ser pra minha cama, deitada, de molho, rezando e pedindo a Deus, Alá, Buda, Jeová e todas as forças que não machuque o meu(a) filho(a).
Dramas à parte, já estou no segundo trimestre, está tudo sob controle e os riscos maiores já passaram. Tomara.
Essa é uma das fotos lindíssimas de Elle Moss.
Liguei para a minha obstetra que, por ser objetiva demais e que por isso mesmo virou ex, me disse à queima-roupa: isso pode ser um princípio de aborto. Choro eu de um lado, chora Serginho do outro. Nem o telefonema para Ivana, a progesterona receitada pela médica (até então desnecessária, porque a minha estava bem alta devido ao meu constante consumo de soja) ou as palavras doces dos meus amigos de trabalho conseguiram por de volta o meu pensamento nos eixos.
Isso é castigo (maldito colégio de freiras), Deus não gostou de eu ter me apavorado quando soube da gravidez (maldito colégio de freiras), agora que eu estou feliz e tranqüila vão me tirar meu filho por falta de merecimento (maldito colégio de freiras).

Dois meses de desespero e tensão depois, percebo que o baby nem chegou e já está me ensinando um bocado de coisas. A principal delas está no universo da auto-suficiência: não gosto de incomodar, não gosto de pedir ajuda, não gosto de dever favores, não gosto de me sentir dependente. Eu sou assim. Ou, pelo menos, era. Porque desde que engravidei descobri que as conjugações na primeira pessoa vão para o saco e que fazer tudo em nome da bandeira gravidez-não-é-doença é teimosia, para não dizer ignorância. Que eu, depois de grávida, não posso continuar agindo como se nada tivesse acontecido, dando conta, integralmente, de tudo que cai no meu colo e que esse orgulho todo não vai me levar a lugar nenhum. A não ser pra minha cama, deitada, de molho, rezando e pedindo a Deus, Alá, Buda, Jeová e todas as forças que não machuque o meu(a) filho(a).
Dramas à parte, já estou no segundo trimestre, está tudo sob controle e os riscos maiores já passaram. Tomara.
Essa é uma das fotos lindíssimas de Elle Moss.
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E já que o assunto é esse.
Um receitinha para quem não sabe cozinhar, tipo eu. Quem tenta diminuir o consumo de carnes, tipo eu. Quem gosta de berinjela, tipo eu. Quem tem tempo pra se dedicar à cozinha, tipo quem?

Berinjela Empanada
Ingredientes:
2 berinjelas grandes com casca
2 ovos inteiros
Sal a gosto
Farinha de rosca para empanar
Óleo para fritar
Preparo:
1. Corte as beringelas em rodelas de cerca de 1 cm.
2. Bata os ovos e acrescente sal (deve ficar mais para salgado, para temperar a beringela).
3. Passe primeiro no ovo e depois na farinha.
4. Frite em pouco óleo (prefira o de canola, que ofende menos).
5. Coloque para secar em cima de papel toalha.

Berinjela Empanada
Ingredientes:
2 berinjelas grandes com casca
2 ovos inteiros
Sal a gosto
Farinha de rosca para empanar
Óleo para fritar
Preparo:
1. Corte as beringelas em rodelas de cerca de 1 cm.
2. Bata os ovos e acrescente sal (deve ficar mais para salgado, para temperar a beringela).
3. Passe primeiro no ovo e depois na farinha.
4. Frite em pouco óleo (prefira o de canola, que ofende menos).
5. Coloque para secar em cima de papel toalha.
99% natureba.

Na minha casa não se usa detergente, só sabão de côco raspado. Não compro alimentos em bandejas de isopor e, sob hipótese nenhuma, sacos de lixo (no lugar, uso as poucas sacolas plásticas trazidas do supermercado). Procuro comprar alimentos de produção local, evito comer carne às segundas-feiras (mas veja bem, eu gosto de carne), sou amiga da soja e de proteínas alternativas. Refrigerantes? Só em caso de sanduíche, pizza ou ressaca da braba.
Sou mulher, adoro fazer umas comprinhas, mas livros de sebo são sempre mais interessantes que os novos, porque têm um passado para contar além da própria história. Por questões de conveniência, vou a pé pro trabalho. Trocaria, tranquilamente, uma viagem de primeira classe por outra de trem e um apartamento à beira-mar por uma casa com uma horta e muitos cachorros. Procuro não gastar com coisas que não preciso, apesar de ser difícil, nem vou deixar que meu(a) filho(a) seja criado(a) querendo mais do que pode ou do que dever ter.
Tudo isso foi pra dizer que uma vez recebi um site enviado por uma grande amiga do Rio com fraldas lindíssimas de tecido que super combinam (como ela mesma fala) com essa filosofia ecológica. Eu catei para colocar aqui mas não achei, então vão outros. São todos muito legais, mas não tem quem me faça lavar 10 fraldas de tecido por dia, ok? Prometo não deixar a torneira aberta enquanto tomo banho nem a luz acesa em ambientes vazios, para compensar.
Fralda de Pano
Colorida Vida
Planeta Sustentável
Uma ressaca que durou um mês e meio.

Ok, agora vem a parte chata e nem um pouco mágica da gravidez: a fase dos enjôos. Quem teve sabe do que eu estou falando. Você sente fraqueza, sonolência, gosto de metal na boca, vontade de vomitar, sensação de impotência, impaciência, tontura e um olfato extremamente apurado mas muito pouco seletivo, só detecta cheiro ruim.
E cada um que viesse com uma dica para aliviar o ônus da tão sonhada gravidez. “Chupa gelo, que melhora”. “Cheira casca de limão ralado, que alivia”. “Come salgado misturado com doce, que ajuda”. Nada do que eu fazia surtia efeito e a única receita eficaz era dormir para ver se, pelo menos durante o sono, eu voltava a ser uma pessoa normal.
Claro que essa experiência me ensinou algumas coisas que funcionam mas, veja bem, não são regras nem garantem a satisfação do cliente ou o dinheiro de volta.
- Elimine as sopas da sua vida, a não ser aquelas bem cremosas. Quanto mais líquidos, maior era a minha vontade de vomitar.
- Mesmo não ingerindo líquidos, eu não abria mão da água de coco, que ajudava a hidratar, principalmente nos momentos pós-vômito, que foram poucos, porque eu me recusava a colocar pra fora tudo que comia a custa de tanto sacrifício, mas inesquecíveis.
- Banana de manhã cedo também é uma boa pedida. Não é na vitamina nem amassada com leite em pó. É pura mesmo. Como não tem cheiro forte, a banana não atiça o olfato e ainda dá energia para a fadiga matinal. Agora torça para ela não começar a estragar. Banana madura, para um olfato de mulher-prenha-enjoada, é um alarme poderoso que se percebe do hall de entrada do prédio.
- Aproveitando a dica acima, não deixe as frutas ficarem muito maduras na sua cozinha. Ao menor sinal, retire a casca e leve para a geladeira em potes plásticos ou faça salada de frutas. O cheiro é desesperador, depois não diga que eu não avisei.
- Se o seu marido, assim como o meu, fuma, peça para fazê-lo de varanda fechada e, ainda assim, lavar o rosto depois do cigarro. Só de lembrar eu já tenho contrações no estômago.
- A tentação de comer carboidratos simples (pão, massas, batata) é grande, porque não tem muito cheiro nem paladar, mas vá com calma. Troque pelos compostos (integrais) ou, se preferir, pelas raízes. O efeito é o mesmo e você não corre o risco de transformar tudo que conseguiu comer em açúcar.
- Isso tem em qualquer site de gravidez e é a mais pura das verdades: nunca fique muito tempo de estômago vazio muito menos encha o estômago demais. É enjôo na certa e, no caso da primeira opção, você também corre o risco de desmaiar.
- Tomar derivados do leite à noite também não me ajudava muito. Principalmente iogurtes. Eles fermentavam no estômago e o resto da história dá pra imaginar.
- Maçãs são muito úteis também, porque além de matarem a fome e serem fáceis de carregar, ajudam a limpar a boca. Acredite, você vai ficar com enjôo da própria saliva. Mas quanto a isso não tem muito o que fazer não.
Mas não se aperreie. Essa fase passa rápido e depois o conto de fadas começa. Você começa a sentir, sem que enjôos tirem sua atenção, todo o amor proporcionado pela maternidade. Até alguém como eu, que vislumbrava filhos só depois de rodar pelo mundo com uma mochila nas costas (rá), descobre as maravilhas de ser mãe e um talento todo especial, até então desconhecido, com crianças.
Como diz Serginho, não sei como eu conseguia viver antes sem ter um filho no pensamento.
Ilustração tirada do circus museum.
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