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Helô virou.
Eu tô muito fubeca nas minhas previsões. Achei que era menino, vem uma meninota. Chutei um cabelinho cacheado, na ultra ele apareceu todo arrepiadinho. A última foi que a pequena permaneceria sentada até o final da gestação. E não é que ela virou? Ficamos sabendo hoje, para a alegria geral da moçada. Então, não vou mais tocar nesse assunto. Vai que ela me escuta e muda de ideia na capa da gaita, né?
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terceiro trimestre
Dica para as grávidas.
Normalmente, as obstetras não pedem um exame simples, mas muito importante durante a gestação. É o que detecta a presença de estreptococos do grupo B no corpo da mãe. Essa bactéria faz parte da flora do sistema reprodutor feninimo e pode passar a vida inteira sem se manifestar, mas em alguns casos ela dá as caras. E é aí que está o perigo.
Ela pode estimular o rompimento da bolsa a partir dos 7 meses e, sendo assim, entra em contato com o bebê através da placenta podendo provocar infecções perigosas, inclusive pneumonia e meningite, além de sérios problemas cardíacos.
A maioria dos médicos espera chegar nas 37 semanas para averiguar o fato ou fazem esse exame no momento do parto para que seja colocado um remédio no soro com o objetivo de neutralizar a bicha ou optar por uma cesária (que não permite o contato do feto com a bactéaria).
A minha médica, que é uma anja e entusiasta do parto normal, opta por fazer o primeiro exame quando a mãe está na semana 26. Melhor, porque pode-se tratar com antecedência. Então, colega, se você, assim como eu, estiver prenha, exija esse exame da sua obstetra. E tente manter a tranquilidade e a fé. Sempre.
Ela pode estimular o rompimento da bolsa a partir dos 7 meses e, sendo assim, entra em contato com o bebê através da placenta podendo provocar infecções perigosas, inclusive pneumonia e meningite, além de sérios problemas cardíacos.
A maioria dos médicos espera chegar nas 37 semanas para averiguar o fato ou fazem esse exame no momento do parto para que seja colocado um remédio no soro com o objetivo de neutralizar a bicha ou optar por uma cesária (que não permite o contato do feto com a bactéaria).
A minha médica, que é uma anja e entusiasta do parto normal, opta por fazer o primeiro exame quando a mãe está na semana 26. Melhor, porque pode-se tratar com antecedência. Então, colega, se você, assim como eu, estiver prenha, exija esse exame da sua obstetra. E tente manter a tranquilidade e a fé. Sempre.
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segundo trimestre
Falei cedo demais.
Primeira lição de uma mãe recente: não deixe a vaidade ser mais importante que o seu filho. Eu, que estava me exibindo tanto em relação à tranquilidade da minha gestação, sem inchaços, anemia, riscos de diabetes, problemas de pré-eclâmpsia ou ganho de peso excessivo, caí do cavalo.
Nos últimos dias, minha pressão historicamente baixa, associada a uma taquicardia, tem causado situações recorrentes de desmaio iminente. Ainda não sei a quê isso está associado (coração, pressão baixa, cansaço, algo na alimentação), mas se for diagnosticada taquicardia mesmo, vou precisar tomar um remédio aí até o final da gravidez. Nada que traga problemas pra mim ou pra Helô, então continuo firme na minha tranquilidade habitual.
O único risco é deste episódio acontecer comigo sozinha em casa e ele se transformar, efetivamente, em um desmaio. Pra tentar evitar, consegui realizar a proeza de marcar uma urgência amanhã, com o cardiologista da minha irmã (que sofreu da mesma bronca, mas em escala maior, durante a sua gravidez). Vamos torcer para ser só isso, então.
Nos últimos dias, minha pressão historicamente baixa, associada a uma taquicardia, tem causado situações recorrentes de desmaio iminente. Ainda não sei a quê isso está associado (coração, pressão baixa, cansaço, algo na alimentação), mas se for diagnosticada taquicardia mesmo, vou precisar tomar um remédio aí até o final da gravidez. Nada que traga problemas pra mim ou pra Helô, então continuo firme na minha tranquilidade habitual.
O único risco é deste episódio acontecer comigo sozinha em casa e ele se transformar, efetivamente, em um desmaio. Pra tentar evitar, consegui realizar a proeza de marcar uma urgência amanhã, com o cardiologista da minha irmã (que sofreu da mesma bronca, mas em escala maior, durante a sua gravidez). Vamos torcer para ser só isso, então.
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Morfológica.
Fiz, nessa terça-feira, o segundo exame mais temido pelas mães. Qual o diagnóstico? Uma menina linda (ok, só dá pra ver a caveirinha, mas licença poética existe pra isso), com todos os órgãos, ossos, dedos, mãos e pés no lugar. Ela está com meio quilo e daqui pro final do mês deve dobrar de tamanho (ai, minhas costelas).
Mas como nem tudo são flores, a obstetra identificou insuficiência de Vitamina D entre as minhas taxas, o que pode estar dificultando a ingestão de cálcio. Ela passou um complemento num-sei-das-quantas aí e me disse para pegar um solzinho, durante 15 minutos, todos os dias, até nove da matina. Como ainda não deu pra começar a hidro, vou fazer o que em um ano e meio de Ed. Beira Rio não tive coragem: expor minha desiree para a vizinha.
Tudo por amor, néam?
Mas como nem tudo são flores, a obstetra identificou insuficiência de Vitamina D entre as minhas taxas, o que pode estar dificultando a ingestão de cálcio. Ela passou um complemento num-sei-das-quantas aí e me disse para pegar um solzinho, durante 15 minutos, todos os dias, até nove da matina. Como ainda não deu pra começar a hidro, vou fazer o que em um ano e meio de Ed. Beira Rio não tive coragem: expor minha desiree para a vizinha.
Tudo por amor, néam?
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Estação Primeira de Mangueira.
Ontem fui à médica, abre parênteses para a querida Doutora Gisela, minha anja da guarda. Cheguei com as pernas tremendo, porque na consulta anterior eu tinha engordado mais do que deveria, apesar de ainda estar no limite do saudável. Subi na balança e foi só sucesso. Em 5 meses e meio eu aumentei, exatamente, 5 quilos e meio. Uma média de um quilo por mês, resultado de muita água, massa integral, diminuição do sódio e frutas e verduras a valer. E olhe que estou longe de ser uma pessoa disciplinada, muito pelo contrário. Qualquer coisa que soe, mesmo que de longe, um leve sopro de obrigação me causa urticárias.
E está tudo lindo. Taxas sensacionais, barriga de tamanho saudável, batimentos cardíacos (meus e de Helô) num ritmo bacana, inchaços raros, cansaço zero. Às vezes dá uma tontura ou outra e um ensaio de desmaio resultado de uma queda repentina de pressão, mas até isso a dotôra disse que está trabalhando a meu favor. Minha pressão, historicamente baixa, está se mantendo nesta medida mesmo durante a gravidez, o que Gisela disse ser uma excelente notícia para afastar o mau agouro da pré-eclâmpsia.

Mas pra não dar chances pro azar, esse mês eu começo a hidro (nossa senhora do bom sono me ajude a acordar cedo) e, mês que vem, a drenagem e a fisioterapia para gestantes, que estão sendo adiados por falta de um certo que garanta a frequência até o final da gravidez.
Então, Helô, faça a sua parte e venha bem linda e saudável, que mamãe está cortando um dobrado pra fazer a dela.
A fota é de Aniela.
E está tudo lindo. Taxas sensacionais, barriga de tamanho saudável, batimentos cardíacos (meus e de Helô) num ritmo bacana, inchaços raros, cansaço zero. Às vezes dá uma tontura ou outra e um ensaio de desmaio resultado de uma queda repentina de pressão, mas até isso a dotôra disse que está trabalhando a meu favor. Minha pressão, historicamente baixa, está se mantendo nesta medida mesmo durante a gravidez, o que Gisela disse ser uma excelente notícia para afastar o mau agouro da pré-eclâmpsia.

Mas pra não dar chances pro azar, esse mês eu começo a hidro (nossa senhora do bom sono me ajude a acordar cedo) e, mês que vem, a drenagem e a fisioterapia para gestantes, que estão sendo adiados por falta de um certo que garanta a frequência até o final da gravidez.
Então, Helô, faça a sua parte e venha bem linda e saudável, que mamãe está cortando um dobrado pra fazer a dela.
A fota é de Aniela.
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Translucência nucal.
Não vou perder muito tempo com esse tema porque já bastam as noites em claro e as crises nervosas, regadas à uma imaginação bastante fértil, que antecederam o exame. Obrigada ao meu doce e atencioso médico (beijo, doutor Carlos) que fez o ponteiro do relógio voltar a andar.

Foto de Rowena.

Foto de Rowena.
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primeio trimestre
O que tem de errado comigo?
Eu não sentia nada. Todo mundo me abraçando, dando os parabéns, dizendo que esse era o momento mais importante das nossas vidas e eu, nada. Serginho estava que não conseguia segurar o sorriso, soltando confetes e declarações de amor para todos os lados. E-eu-minha-senhora? Nada. Que péssima mãe eu vou ser. Meu filho não vai gostar de mim. Todo um sortilégio de pensamentos negativos passaram pela minha cabeça: contas para pagar, diminuição temporária das farras e mudança no ritmo de trabalho. Justo eu, que sempre fui tão sentimento. No que a vida me transformou, Genésio?
Eis que, deitada na sala do médico, no meio da primeira ultrassonografia, a mágica acontece. Nem foi preciso ligar o som do aparelho para que aquele pequeno coraçãozinho palpitante, na sua imensa fragilidade, me segurasse pelo pescoço e me mostrasse a verdade do universo. Eu chorei que nem criança, sem saber se ria ou se soluçava, tentando prender a lágrima durante a bronca do pai. Na verdade era um choro diferente. Um choro de alivio, de desabafo, como se, naquele momento, eu estivesse me livrando de todos os pesos da vida. “Ah, Juliana. Se você já está chorando assim, eu nem vou colocar o coração pra você escutar”. Felicidade pura.

Percebi que eu não virei mãe no dia da fecundação. Nem no dia que fiz o teste. Eu virei mãe no dia em que vi meu filho pela primeira vez. Quando eu e o pai dissemos a ele que tudo ia ficar bem. E ele respondeu da maneira mais poética e verdadeira: com o coração. A partir daí, eu comecei a sentir tudo que estava escondido por baixo do carpete da minha racionalidade. Amor, paixão, maternidade, sentimento de família, encantamento e, claro, muito enjôo. Mas aí, é assunto para outro post.
Eis que, deitada na sala do médico, no meio da primeira ultrassonografia, a mágica acontece. Nem foi preciso ligar o som do aparelho para que aquele pequeno coraçãozinho palpitante, na sua imensa fragilidade, me segurasse pelo pescoço e me mostrasse a verdade do universo. Eu chorei que nem criança, sem saber se ria ou se soluçava, tentando prender a lágrima durante a bronca do pai. Na verdade era um choro diferente. Um choro de alivio, de desabafo, como se, naquele momento, eu estivesse me livrando de todos os pesos da vida. “Ah, Juliana. Se você já está chorando assim, eu nem vou colocar o coração pra você escutar”. Felicidade pura.

Percebi que eu não virei mãe no dia da fecundação. Nem no dia que fiz o teste. Eu virei mãe no dia em que vi meu filho pela primeira vez. Quando eu e o pai dissemos a ele que tudo ia ficar bem. E ele respondeu da maneira mais poética e verdadeira: com o coração. A partir daí, eu comecei a sentir tudo que estava escondido por baixo do carpete da minha racionalidade. Amor, paixão, maternidade, sentimento de família, encantamento e, claro, muito enjôo. Mas aí, é assunto para outro post.
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Segura a minha mão e pula.
Medo. Nervoso. Choro. Incertezas. Foi assim que começou o meu dia 8 de agosto. Serginho, que passou o domingo trabalhando, ficou encarregado de trazer da farmácia o assustador teste de gravidez. Até ele chegar em casa eu só enxergava em slow motion e as pessoas, reais e da TV, parecia falar uma língua que não era a minha.
Aí você pode me perguntar: como assim um casal que está há tanto tempo junto, que tem sua própria casa e uma certa estabilidade financeira pode estar tão assustado? Bem, primeiro porque, como uma digna libriana que precisa ter sempre o controle da sua vida e que passa manteiga dos dois lados do pão para ter certeza que vai torrar, eu estava me planejando para 2012. Isso. Com tudo sob controle e dívidas quitadas, seria o momento ideal, além de achar 36 anos uma idade linda e altamente cabalística.
Mas, assim como a mãe, esse baby já chegou mostrando que não gosta de receber ordens e veio na hora que queria. O pai, de quem eu espero que herde, além dos olhinhos apertados, o sorriso doce e a eterna fé nas pessoas, chegou em casa, me entregou o teste e vibrou, com toda alegria que é só dele, as duas listrinhas gritando no pedaço de papel. Enquanto eu chorava de susto e nervoso, ele me levantou e me abraçou tão forte que eu pude sentir seu coração quase que varando a caixa do peito para encontrar o meu. E foi esse sentimento que me acalmou e me fez enxergar o presente que tínhamos ganho da vida. Serginho em especial, porque foi nesse exato momento, cheio de sentimentos misturados, que comemoramos o nosso primeiro dia dos pais.

Foto linda de Tony Takai, retirada do blog de Dani Arrais.
Aí você pode me perguntar: como assim um casal que está há tanto tempo junto, que tem sua própria casa e uma certa estabilidade financeira pode estar tão assustado? Bem, primeiro porque, como uma digna libriana que precisa ter sempre o controle da sua vida e que passa manteiga dos dois lados do pão para ter certeza que vai torrar, eu estava me planejando para 2012. Isso. Com tudo sob controle e dívidas quitadas, seria o momento ideal, além de achar 36 anos uma idade linda e altamente cabalística.
Mas, assim como a mãe, esse baby já chegou mostrando que não gosta de receber ordens e veio na hora que queria. O pai, de quem eu espero que herde, além dos olhinhos apertados, o sorriso doce e a eterna fé nas pessoas, chegou em casa, me entregou o teste e vibrou, com toda alegria que é só dele, as duas listrinhas gritando no pedaço de papel. Enquanto eu chorava de susto e nervoso, ele me levantou e me abraçou tão forte que eu pude sentir seu coração quase que varando a caixa do peito para encontrar o meu. E foi esse sentimento que me acalmou e me fez enxergar o presente que tínhamos ganho da vida. Serginho em especial, porque foi nesse exato momento, cheio de sentimentos misturados, que comemoramos o nosso primeiro dia dos pais.

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